Carta aberta aos podcasters

Amigos podcasters,

Já faz algum tempo que procuro divulgar os podcasts que ouço (e outros que não ouço também) a pessoas próximas. Sinto-me no dever de espalhar essa “nova” mídia, por acreditar em seu potencial, no formato e nos indivíduos que a produzem. Mas esbarro sempre na difícil aceitação das pessoas. Antes eu achava que bastava encontrar o tipo de podcast que mais combinasse com o estilo da pessoa, ou com o assunto que a ela interessasse, para fazer o casamento ideal. Tentei muitas variações, sem sucesso. Cheguei a colocar alguns episódios no som do carro enquanto dava carona a alguém para ver se “sem pressão” funcionava… em vão.

Relaxei. Mas não gozei.

Recentemente, consegui identificar um problema, certamente um ruído na comunicação.  E é sobre ele que quero falar:

Entendo que uma mídia nova precise de tempo para se firmar. Ainda mais apoiada num meio que exige um certo (ok, um pequeno) conhecimento do processo “internético” para se consolidar. Muita gente sequer faz idéia de como funciona uma transferência de arquivo (mp3 ou zip) ou como transportá-lo e fazer o mesmo ser “tocado”. Imagine assinar um feed. Enquanto esse tempo não vem (1), vive-se na espera que o formato alcance um grande público futuramente (alguns dirão “ou não”).

Vejo pedidos de comentários nos programas, solicitação de e-mails, enfim, um feedback do ouvinte como forma de dizer ao podcaster que sua mensagem está sendo ouvida e apreciada. Enquanto (novamente enquanto) essa enxurrada de comentários não vinga, vive-se dos poucos que lhes chegam.

Percebo que muitos ouvintes que comentam são também podcasters. Estabelece-se um nicho. Bacana, juntos são mais fortes. E mostrar na sua leitura de e-mails, ou no conteúdo do programa, que determinados podcasters estão ali a aprová-lo é ótimo, agrega valor. Mas também fecha um círculo.

Não há como negar que a iniciativa de crossovers e do (antigo) Jabacast foram fundamentais para a disseminação dos programas. Eu mesmo passei a conhecer muitos dessa forma. Mas será que precisa ser extendida ad infinitum? Será que a fórmula não se engessou por falta de novas ações? Acredito que a ausência de retorno (comentários e outros) motive muitos podcasts  a estabelecer uma linguagem própria, apoiada em piadas internas e muitas vezes pautada no conhecimento prévio que se deve ter de podcasts e podcasters. Muito disso, acredito, vem da solidariedade do meio – bem intencionado, claro – em manter a mídia viva e atuante. (2)

Muitas das pessoas a quem apresentei os mais recentes programas pediam para pausar e ouvir explicações sobre o que estava sendo dito. Perguntavam sobre pessoas e situações que não entendiam (todos referentes à podcasters e suas histórias em comum). Fiz uso da pausa muitas vezes para dar esse tipo de explicação. Fiquei a me perguntar se isso poderia ser um limitador na aquisição de novas platéias.

Entendam: creio que o nicho é saudável, que a matilha vive do apoio mútuo dos seus membros. Mas pode acabar sendo excludente, muitas vezes. E vai no rumo contrário, acredito, de todos que procuram estabelecer a mídia definitivamente.

Eu sou ouvinte assíduo de podcast há uns três anos. E entusiasta do formato. Acredito que minha crítica é construtiva, como um cliente que reclama de um serviço prestado: se o faz é porque deseja continuar sendo cliente; caso contrário procuraria outro fornecedor (e não estou exatamente reclamando; estou tentando melhorar um produto que gosto). Por mim, como ouvinte costumaz, ficaria como está; seria para mim muito confortável. Mas vejo de alguns produtores de conteúdo a preocupação com o seu crescimento e disseminação.

E a crítica que faço não tem nada a ver com algum desagrado pessoal. Divirto-me com as histórias envolvendo o meio, porque acabei conhecendo grande parte dele (e satisfeitíssimo por isso, fiquei mais assíduo do que antes). Mas venho perguntar se a prática é salutar, quando projetada à frente, no futuro dessa mídia; dificultar sua disseminação é fechá-la e condená-la a vida curta (ao menos no formato que estamos acostumados a tê-la).

Não sou contra o humor, as piadas e as referências cruzadas nos programas. Acho ótimo.  Rogo apenas pela coerência e qualidade. Não adianta buscar o riso gratuito do ouvinte, se isso ocorre em detrimento do conteúdo. Muitas vezes é interessante ver que entre os convidados há alguém que soma informações ao assunto abordado. Quando o critério “celebridade” é mais importante do que isso a atitude só repercute naqueles que se alimentam do meio. Quando o critério “relevância ao tema” se sobrepõe o programa ganha em conteúdo. (3) (4)

Ainda me cabe apontar que esta crítica não tem a menor pretensão de encontrar respaldo unânime. Entendo que muitos dos programas que ouço existem sem o objetivo de firmar-se comercialmente ou alcançar relevância midiática. Gosto muito dos programas com humor non sense e despretensioso. É ótimo rir, não? Mas acredito que muitos outros têm potencial para se destacar ainda mais. E sei que muitas pessoas que se dedicam a um podcast o fazem por prazer e/ou por acreditar no formato, dada a dificuldade de manter a periodicidade, o tempo gasto em gravações e edições, entre tantos outros percalços.

Recebam deste ouvinte, portanto, este “comentário” gigante. Perdão pelo tamanho, mas não encontrei forma menor para dizer o que disse sem deixar mal entendidos, procurando ser claro.(5)

Um abraço,

 Ricardo Ferro

……………………..

(1)  Para alguns podcasts (os grandes) esse tempo já chegou, claro. Falo aqui de um momento  futuro, em que um podcast estiver de tal forma consolidado como mídia a ponto de muitos saberem do que se trata (o fim do “o que é um podcast”).

(2)  Não sou contra o trânsito livre de podcasters nos programas alheios; pelo contrário: acredito que isso fortalece todo o sistema e abre aos ouvintes um novo horizonte, novos programas a conhecer; falo aqui do conteúdo ficar, muitas vezes, apoiado num conhecimento prévio dos convidados e histórias ligadas ao meio.

(3)  Autofagia tem limite?

(4)  É óbvio que “grandes podcasters” agregam valor a um programa, trazem mais ouvintes e engrossa o caldo de programas futuros; sobre isso não se discute e não é sobre isso que falo.

(5)  Será?

Estou indicando esta carta para os muitos podcasts que ouço. Portanto, não é uma crítica direcionada, mas global. Se o assunto for relevante, ótimo. Discutiremos sobre isso. Se não for, perdoem-me o tempo tomado.

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92 Comentários

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92 Respostas para “Carta aberta aos podcasters

  1. Laureano pereira

    Amigo Ricardo,

    Apoio a sua iniciativa, como ouvinte, pelo início de um processo de discussão em torno dos rumos da nossa mídia quase que preferida.

    Como você eu também vejo um círculo se fechando em torno dos podcasters, sem nenhum juízo de valor, pois gosto de todos já que acompanhou este trabalho desde 2009. Não sei ainda se isso é bom ou ruim, mas concordo que isso pode limitar o público alvo.
    Alguns programas são deliberadamente escrachados e isso é otimo. outros tem um target informativo mais definido, que também é ótimo. Então creio que a questão seja como conquistar público?
    e não afastar o que já temos.
    abraços.

    Laureano

    • Exatamente, o foco é “como conquistar mais público”. Foi a partir da dificuldade de expandir o universo de ouvintes que tive a motivação para externar minha opinião.
      Mas não creio que modificar isso, ou ajustar – se for realmente relevante e necessário (eu sou ouvinte, não sou podcaster pra saber a fundo) – acabe por afastar público.
      Apenas quero que algo que gosto muito se perpetue e cresça!
      Abraço.

  2. Sensacional texto Ricardo!

    Eu sou da mesma opinião que você. Quando discuto um assunto no Paranerdia procuro:

    – Ou saber TUDO sobre esse assunto e gravar sozinho mesmo! (como é o caso das séries Quadrinhologia e Notorios Nerds)
    – Ou chamar convidados que agreguem conteúdo RELEVANTE para o programa!

    Acho que tenho obtido sucesso nisso, visto que você me enviou aquele email com o endereço dessa sua Carta Aberta. Se o Paranerdia não tivesse lhe chamado a atenção eu nem ficaria sabendo desse excelente texto!

    Vida Longa e Próspera

    • Olá, NerdMaster! Cara, que legal sua resposta.
      Seguinte: enviei e-mail para os podcasts que mais ouço (devo ter deixado alguém de fora – inevitável esse equívoco, infelizmente). Mas ter enviado o link da carta aos podcasts não quer, em hipótese alguma, significar que estou me referindo diretamente a esta ou aquela publicação. Generalizei pra contextualizar. Além do mais, não caberia citar nomes e podcasts – isso não agrega nada à discussão.

  3. Muito bom o seu texto, Ricardo. E concordo com vários pontos analisados.
    Na última Rádio Monalisa (n.17) eu também falei sobre um outro ponto no quadro de Emails e comentários, logo no começo (no primeiro email). Os ouvintes fazem a sua parte na propaganda para amigos, parentes, colegas. Agora… as agências de Mídias Sociais parecem não gostar de Podcast. Sei de podcasters que trabalham em agências conhecidas, e de gente que sabe da existência de podcast, mas não faz o mínimo esforço em incluir esta mídia em uma ação do cliente. Por que não fazem isso? Eu não sei, já pensei em: preconceito, simplesmente não gostar ou preguiça de explicar para o cliente. Quando acontece de alguém nesta área realmente gostar de podcasts, eles incluem a mídia na ação.

    Pode falar: Ah, é porque podcast tem menos acessos do que um blog famosão, mas se fosse assim, não divulgariam em blogs pequenos.

    Ainda na Rádio, comentei sobre uma matéria que saiu na Veja, sobre como a informação na internet não fixa no cérebro das pessoas. E qualquer um que faz publicidade e marketing sabe que o importante é fixar a mensagem. Escutar uma mensagem fixa e prende muito mais do que ler. Essa é outra qualidade que se encontra em um podcast, e que o publicitário/midia social pode mostrar para o seu cliente.
    Mas tudo caminha a passos de tartaruga… e não estou otimista com este cenário.

    Beijos,
    Mafalda

    • Mafalda e Ricardo,
      Vocês tocaram em pontos muito importantes, justamente onde está calcado o meu trabalho de conclusão: quero descobrir as características que levam um podcast a ser usado como plataforma de mídia para a publicidade.
      Estas opiniões de vocês são fundamentais, principalmente quando eu chegar na parte da pesquisa. Caso vocês ou todos os outros tenham interesse em colaborar com meu trabalho, meu email é gcamboim@gmail.com
      Abraços a todos,
      Gabriel Ouriques

  4. Ok, li. Muito bom o texto e concordo com você.

    Inclusive, estava conversando com o Dudu Sales outro dia no Skype, e ele me disse que adora o Pauta Livre, mas que realmente a gente estava caindo num defeito, de falar muito no programa dos nosso amigos podcasters, e quem é de fora não entende quem diabos são figuras como Nerdanderthal, NerdMaster, Perna, Seu Nonô, Eduardo Sales, Azaghal, Leo Lopes e Jurandir Filho, só pra citar alguns que falamos no nosso programa. Desde então, evitamos falar um pouco mais dessas pessoas, alguns que até se tornaram nossos amigos e parceiros, para não prejudicarmos o ouvinte de fora dessa mídia. Mas como o Jabour_Rio falou uma vez também, 90% dos ouvintes de podcast são os próprios podcasters.

    Há exceções, claro. Temos um casal de ouvintes que admitiram que só conseguem ouvir o Pauta Livre, mesmo a gente indicando outros podcasts amigos nossos, mas mesmo assim, riem e se divertem das nossas histórias, mesmo não sabendo quem diabos são essas pessoas citadas mais acima.

    Porém, não podemos mudar muito nosso target também, e sim procuramos formas de como conquistar um público maior, com novas idéias.

    Estive conversando mais cedo com o Hugo, que faz o PLN comigo, e na questão dos feedbacks, sempre demos mais importância aos e-mails que dos comentários no post. E resolvemos que agora tentaremos, na medida do possível, responder no próprio post esses comentários, assim como e-mails que não lemos no ar. No momento atual do site, recebemos uma média de 40 comentários por podcast, e cerca de 5 a 8 e-mails, e se formos ler 1/5 disso na leitura de e-mails e comentários do cast, tomaria muito tempo. Queremos sempre deixar essa parte com no máximo 15 minutos, e não é de nossa intenção fazer um podcast só respondendo o feedback do pessoal. Já tem podcast fazendo isso (e muito bem), como o Baú Pirata e Vortex Cultural, e apesar de louvável, acho meio maçante às vezes. Pode ser que um dia separe comentários de todos podcasts lançados e selecionar alguns para ler e comentar no ar, mas fazer isso todo mês, não. De novo: não quero ser mal interpretado e dizer que não fazemos questão de feedback, muito pelo contrário, adoro receber esse tipo de retorno, é o momento máximo de todo podcaster receber um comentário de um programa seu, mas não sei se nosso ouvinte tá interessado em saber disso, a não ser o ego da própria pessoa que mandou o feedback.

    Reiterando, não tô dizendo que somos perfeitos, nem certos no que fazemos, podemos melhorar ainda mais, e seu excelente texto colabora para que cresçamos cada vez mais.

    Divulgarei este texto no próximo #PLN (se me lembrar, rsrs).

    Abraços!

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    Excelente artigo, velhão…
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    Eu já disse várias vezes por aí e repito que o que estraga um pouco do brilho de muitos podcasts é seguir a fórmula (apresentação engraçaralha, email, tema com risadas fakes, e finalizar com piada forçada). Essa fórmula funciona? Sim, ainda mais se for bem feita, porém é necessário mesmo todo mundo fazer igual? Eu sinceramente acho que não…
    .
    Uma coisa que a galera tem que ter em mente é que o ouvinte novo realmente não tem interesse em saber o que o amiguinho podcaster engraçaralho pensou do podcast anterior… Não tô dizendo que a solução é fazer no estilo “Papo Pirata” de responder somente feedbacks em um podcast separado, porém, é interessante tentar achar outar forma de interagir com seus ouvintes antigos, porque se você focar só neles, não terá novos… Eu sempre ouço o bloco de emails dos podcasts que assino, mas só tenho real interesse nesse bloco se “pago pau” pra equipe ou se ouvi o podcast anterior… Eu já ouvi um podcast de 55 minutos (28 só de “emails” = 1 email e 5 comentários do podcast anterior, sendo 3 da equipe se auto-elogiando). Eu realmente me pergunto: “Pra que essa embromação?”.
    .
    Lá no Bau Pirata, tentamos deixar o Piratacast o menos datado possível justamente porque achamos que ele é a porta de entrada de novos ouvintes. Nele, o cuidado com a pauta é sempre maior, assim como a busca por convidados relevantes ao tema… Sei que repetir tema normalmente não é problema para a maioria, pois dá pra se abordar de várias formas diferentes, mas tentamos fazer podcasts com temas sempre originais e evitando também a famosa piada interna… Já o Diário de Bordo acaba ficando um pouco datado por causa das indicações culturais e pelo modo mais solto de não ter a pretensão de indicar nada de forma muito técnica, mas somente como um amigo que viu aquele filme ou série ou que foi em determinado tipo de festa… E exatamente por termos esses 2 formatos é que no Papo Pirata não nos prendemos a tempo, tema ou qualquer outra coisa… Ali a gente se solta e não só lê o feedback como bate papo com o ouvinte… É o podcast voltado pra galera que já nos conhece e que debater mais um pouco sobre os assuntos que passaram durante o mês no site…
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    Bom… Escrevi pacas e não sei se consegui dizer algo que preste… hehehe.
    .
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    .

  6. Foda. Extremamente lucido e bem escrito.

  7. Excelente texto Ricardo!!

    Bateu bem na tecla que bato já há alguns anos sobre podcasts, o excesso de piadas internas, que é legal pro ouvinte “cliente”, mas deixa os novos perdidos. Você conseguiu um bom exemplo prático disso, ao falar da questão “pausar para explicar”, acaba que todo mundo que mostra podcasts pra outras pessoas acaba fazendo isso.

    Me identifiquei na hora. Direto, principalmente em viagens longas, coloco podcasts no som do carro pro pessoal ouvir, então em grande maioria dos casos acontece duas coisas: ou as pessoas cagam legal pro assunto, por não entenderem a enorme quantidade de referências cruzadas que tem no cast, acarretando em sucessivos bocejos; ou eu começo a explicar todas essas referências, em alguns casos a pessoa até entende, mas se não tiver com boa vontade o que vai surgir é aquele.. “Ah tá..” Que na verdade quer dizer, “tá bom, conversa com minha mão, e quando esses caras vão parar de falar pra gente poder escutar uma musica qualquer aí”.

    Pode ter certeza que grande parte da podosfera, pelo menos a com bom senso, vai aceitar muito bem sua crítica. O Piratacast, por exemplo, tem vários desses defeitos (ou características) que você apontou, e pode acreditar, já visualizamos isso há bastante tempo. A grande repetição dos mesmos convidados, a enorme quantidade de piadas internas, as piadas fáceis com os participantes (“a, você é viadinho” e tals..), e até a falta de originalidade, ou empenho, na edição (muitos não assumiram esse lado, mas é fato pra muitos podcasts). Mas é que o custo benefício para melhorar esses problemas não está valendo a pena ultimamente. Uma estratégia nossa é tentar chamar convidados relevantes na internet(Piratacast 24), fora do meio podcastal, e tentar abordar assuntos totalmente inusitados (Piratacast 27). Mas então, chamar pessoas fora da internet você tem que lidar com o fato de eles fazerem o horário bom pra eles , e ainda se adaptar com o formato podcast. Quando ao assunto inusitado, nossa capacidade de conseguir expor bem um assunto que não conhecemos já está à beira do limite há algum tempo, hehe. Esses pequenos defeitos, tentamos melhorar aos poucos durante os nossos mais de 3 anos de podcast, e devem continuar melhorando, mas não conseguimos mais investir tanto trabalho neles.

    No momento atual, considero estar no modo “idle” quanto à podcasts. Considero que montamos uma estrutura interessante nos programas do Baú Pirata, que não nos sacrifica muito, e carrega todo o nosso potencial de produção.
    Não aconselho mais pessoas a investir todo o seu potencial em podcast. No meu caso, já está lá pelo 3°, 4° lugar em prioridade. Agora, a idéia é continuar fazendo da forma que conseguimos melhor, e se der resultados financeiros, bem, se não, temos orgulho de um bom trabalho.

  8. Essa carta tem que ser só aos podcasters? não sou mas concordo com o que você escreveu, muitos podcasts eu deixei de escutar simplesmente porque não estava entendendo as conversas, piadas internas e tudo mais.

  9. Como ouvinte, meu maior empecilho em comentar é a distância física / virtual / intelectual entre os atos de ouvir e escrever.

    Geralmente, qdo ouço, estou por vezes longe do computador. E escrever pelo celular é sofrível (como está sendo agora).

    Em outras, estou realizando outras atividades que exigem parte do meu intelecto e atenção, como trabalho, jogos não mundinho e afins.

    Daí qdo finalmente consigo um momento de calma pra formular oq quer que seja, o raciocínio já foi. E pra retomar o áudio no momento exato da discussão?

    Áudio geralmente não é mídia de atenção dedicada, diferente de vídeo e texto.

    E isso encontra reflexo qdo tento mostrar podcasts pros outros e elas resistem. Sempre me falam que não têm tempo, paciência ou oportunidade de dividir atenção.

  10. Tem todo um lance com relação a maioria dos ouvintes de podcasts serem podcasters. O cara começa a ouvir um podcast, passa a ouvir mais e começa a se ligar que é capaz de fazer um. A maioria dos atuais e mais recentes podcasts são assim. Eu mesmo tentei emplacar um, mas não rolou por falta de tempo em gravar e editar, principalmente.
    E Ricardo, há um tempo venho percebendo, como ouvinte, o que você disse no post. É tanto comentário de podcaster em podcast alheio e tanta citação a outros podcasters nos podcasts por aí que o cenário se encaminha para um mundinho fechado. Se todos os podcasts não tomarem cuidado, isso afasta ouvintes. O foco deve ser sempre o conteúdo, como você mesmo citou.
    Além deste mundinho estar perigosamente se fechando, tem muito podcast focado apenas no conteúdo em audio. Todo podcast é hospedado em algum site. Então, pq não há investimento no conteúdo do próprio site, além das edições do podcast? Para exemplificar há o Jovem Nerd, o Rapaduracast e o Radiofobia, que há pouco tempo, começou a abrir espaço para tirinhas, por exemplo.
    Casando tudo isso, o potencial para atrair audiência e patrocinadores é maior.
    Lembrando que essa é minha opinião como apenas mais um ouvinte fissurado de podcasts.

  11. Concordo em GÊNERO E NUMERO IGUAL! #frasedoenem

    Também sou ouvinte e as vezes participo de podcasts como convidado. Você disse simplesmente o que u gostaria de dizer e não tive tempo de escrever.

    Abraço!

  12. Excelente texto, parabéns.

    Sou podcaster e antes de tudo ouvinte de casts. Acredito que estamos chegando numa especie de “bolha” entre os casts. Apesar do crescimento, a formula está desgastada, precisamos inovar, reinventar o gênero.

    Abraço.

  13. Vin

    Ricardo, vamos lá…
    Adorei o seu texto e concordo contigo. Uma das coisas que mais afugentam ouvintes é essa questão de piadas internas, não só dentro do mesmo podcast quanto dentro da podosfera.

    Dentro do Dimensão Nerd, sempre que percebo que estamos nos baseando só nisso, prefiro que paremos e recomecemos tudo. Toda e qualquer piada, por melhor que seja, cansa. E piada interna nunca é tão boa assim.

    A podosfera brasileira é uma das melhores do mundo, sem dúvida. Considero os podcasts nacionais os melhores do mundo, sem exagero. Papo de Gordo, Piratacast, Radiofobia, Radiobla, Senpuucast, Retrocomputaria… os exemplos de ótimos podcasts não faltam. Mas falta encarar, de maneira geral, tudo de forma mais profissional.

    Por favor, não me entendam mal: existem podcasters muito bons, mas em muita coisa ainda temos o que melhorar. Sou da opinião que evolução nunca termina, e seu texto ajuda muito nisso.

    Muito obrigado pela sua publicação. =)

  14. Vou colar aqui os twetts que mandei pra Mafalda do Monalisa de Pijamas, a respeito disso:

    “O que eu percebo é uma “panelinha” nas participações. Tem figurinha fácil demais em qualquer gravação, mesmo que não tenha nenhum conhecimento do tema. Isso pra mim não valoriza, bem pelo contrário.

    Alguns Casts não têm a mínima qualidade/preparo, e mesmo assim o corporativismo de alguns tenta nos dizer que aquilo é bom.Ouvinte não é idiota. Ele ouve o que lhe é agradável.

    Pra crescer, um cast tem que ser mais que um bate papo entre amigos.
    Ele pode até começar assim, mas pra crescer, tem que ser mais que isso. Quanta piada interna você ouve nos casts hoje?

    Pro ouvinte normal, não tem a mínima graça. O que queremos é conteúdo. Não é simples? É como qualquer relação de consumo.”

    Crítica construtiva: se forem falar de Chaves, convidem pessoas que gostam daquilo, os fã-clubes, pesquisem, revejam. Convidar Dudu Sales (desculpe por usar como exemplo, eu adoro o PdG, mas não concordo com algumas participações suas em outros casts) que não sabe nada, diz que não sabe nada e não acrescenta nada ao CONTEÚDO do cast não é legal.

    Se quiserem fazer um bate papo informal entre amigos, fiquem à vontade. O podcast não irá crescer assim, tenham certeza disso.

    No mais, gostaria de dizer que isto é apenas um desabafo de alguém que adora a mídia podcast, que ouve, mas que já abandonou vários por não terem a mínima condição, apesar de serem recomendadíssimos por outros casts.

    Abraços.

    • Luciano,

      Não levo pro lado pessoal, relaxe. 🙂
      Vou fazer um mega comentário lá no final dessa postagem dizendo a minha opinião sobre isso tudo, mas queria te responder diretamente pra você não achar que fiquei de #mimimi contigo. 😛

  15. lucasamura

    Ricardo, seu texto é ótimo. Como disse o Salgado aí em cima, é lúcido e aborda diretamente pontos que eu também já estava percebendo.

    Sou ouvinte de podcasts estrangeiros muito antes de começar a escutar a produção nacional. Concordo integralmente com você no que diz respeito aos podcasts brasileiros serem superiores em qualidade técnica aos seus equivalentes estadunidenses (apenas mencionando os EUA, pois algumas produções europeias são também boas como as brasileiras).

    Contudo, gosto mesmo do podcast “utilitário”, aquele que ensina alguma coisa, ainda que seu foco seja um pequeno nicho de pessoas/profissionais. Por exemplo, o Guanacast é um podcast que respeito; ainda que eu não consiga entender do assunto tratado, faço questão de conferir, pois o Gustavo Guanabara sempre traz algum conteúdo importante para a soma total de conhecimentos compartilhados.

    Os podcasts tipo “conversa de bar” são agradáveis também – talvez nesses esteja ocorrendo a maior parte dos crossovers que você menciona. Gosto de ouvi-los como uma forma de recreação. A realidade é que poucos são aqueles dos quais eu consiga extrair algo de valor para meu conhecimento.

    Um podcast que trata seu produto com seriedade não precisa fazer crossovers o tempo todo. Veja o caso do excelente Monacast. A Mafalda traz informações, difunde conhecimento, tem uma edição deliciosa de ouvir e deixa a maior parte do humor para seu outro produto, a Rádio Monalisa de Pijamas. Ela não faz muitos crossovers, suas referências a outros podcasts e podcasters são sempre bem explicadas para que o ouvinte não fique perdido no meio do caminho.

    Na verdade, e vou polemizar, um podcast precisa focar no seu objetivo somente com sua própria equipe. Concordo que convidados, quando existirem, devem acrescentar algo de importante na conversa de forma que, quando o programa terminar, nós possamos ter a sensação de que “investimos” nossos minutos ouvindo aquele podcast (e não fizemos um “gasto” desnecessário e supérfluo).

    Entendo perfeitamente o que você diz sobre as piadas internas. Mesmo eu, que me considero um ouvinte assíduo, acabo não compreendendo o que um diz de outro etc. Piadas forçadas não são exatamente o meu gênero de humor. Já tive de desligar podcasts “grandes” no meio da audição, porque não conseguia acompanhar o ritmo da conversa, ou não me mostrava conteúdo nenhum, ou simplesmente estava forçado.

    Quanto a assinar podcasts, feeds e afins, a verdade é essa mesma: pouquíssimas serão as pessoas que saberão ir diretamente a um endereço de feed, clicar ali e fazer os procedimentos necessários para uma assinatura. A internet é veloz e as pessoas cada vez menos têm paciência para fazer determinadas coisas. Onde então está o “sucesso” dos podcasts estadunidenses? Minha resposta mais modesta é: na lojinha do iTunes.

    Pode parecer piegas ou exclusivista, mas é mais fácil instruir alguém a instalar o iTunes e procurar o podcast na loja dele, clicar com o botão “Assinar/Subscribe” para poder assiná-lo. Pelo pouco que percebo, o estadunidense médio também não é nenhuma sumidade em tecnologia e tem uma preguiça enorme em assinar feeds. Por isso mesmo ir até a loja do iTunes facilita muito o que eles querem.

    Nesse ponto digo, sem medo de errar, que não vamos nos tornar pessoas com mais paciência e mais conhecimento “internético” para clicar em feeds, baixar mp3 etc. Tenho exemplos perto de mim, de gente com médio conhecimento de navegação que não sabem nem têm interesse em clicar em feeds. Consequência: não ouvem podcasts por causa desses “empecilhos”.

    Sobre comentários em podcasts, isso é realmente importante, claro! O pessoal do Baú Pirata tem abordado essa questão com bastante propriedade nos últimos programas da série Papo Pirata. Um comentário mostra o feedback necessário aos podcasters. Mas a própria mídia impede que os comentários existam de um modo mais quantitativo.

    Falo por mim mesmo. Ouço podcasts numa quantidade muito grande e quase todos eles fora de minha casa, em outros lugares, onde não tenho acesso a um computador. Meu smartphone até permite entrar em sites e comentar, mas se estou no trabalho, nem posso pensar nisso. Em trânsito já é ruim fazer ligações pelo celular, o que diria escrever por ele? Quando chego à noite em casas, muitas vezes tenho outros trabalhos para fazer.

    Então eu ouvi o podcast, gostei dele, mas não terei tempo para comentar. Não adianta, vou ter de contar com a compreensão do podcaster, pois ouvi e gostei (ou não!), só não comentei. Infelizmente a vida é assim. Por isso é que se vejo o botão “Like” do Facebook e/ou o “Plus” do Google+ nos sites, aperto logo, pois pelo menos tento deixar uma pequena contribuição ao podcaster. Quando posso, vou até lá e deixo meu comentário por escrito.

    Mas particularmente duvido muito que os podcasts recebam no futuro quantidades expressivas de comentários tais como o Nerdcast ou o RapaduraCast. A culpa não pode ser atribuída ao ouvinte exclusivamente. Além do fator tempo, pergunto: será que há podcasters que gostam de receber comentários com críticas? Conheço gente que tem o ego tão inflado que se irrita enormemente com uma mínima crítica, por mais construtiva que ela possa parecer. (Pessoalmente não acredito em “crítica construtiva”, porque a própria palavra “crítica” carrega em si uma carga negativa implícita; prefiro mais usar “análise construtiva” e “sugestão”.)

    No mais seu texto está espetacular realmente. Parabéns pela forma como abordou essa questão e desculpe-me pelo tamanho de meu comentário.

  16. Muito boa a análise. Eu sinto muito esse problema do desconhecimento geral sobre o assunto quando falo sobre podcasts em congressos acadêmicos. Nessa semana que passou, por exemplo, falei sobre podcasts de quadrinhos no Jornadas HQ, e imaginei que muita gente saberia ao menos o que é podcast.

    Me surpreendi quando até mesmo uma pessoa bastante conhecida no meio e que escreve muito e é referência em pesquisa de quadrinhos se surpreendeu quando foi dito que podcasts costumam ter uma hora. Ele achava que tinham apenas 10 minutos e não entendeu como poderia ter gente ouvindo algo “tão longo”. Pior: Ainda me questionou se, pela duração e “complexidade”, isso não seria “coisa de nerd”.

    Ou seja: Gente que poderia se valer muito do conteúdo dos podcasts simplesmente o desconhece. E olha que era um congresso sobre quadrinhos, onde tem gente (em teoria) antenada com o que rola na internet sobre o tema. Em congressos de educação, por exemplo, a reação costuma ser muito pior.

    Talvez a gente precise fazer campanha pra Glória Perez falar sobre podcasts na próxima novela das nove ;))

  17. Sem palavras! Todos estão corretos em suas análises e realmente vou valorizar mais o conteúdo do que o humor nos meus programas. Obridago ao Ricardo Ferro por possibilitar esse momento de reflexão sobre o assunto!

    Abraços!

  18. Amigos,

    Tudo que escreverei a seguir, eu já disse pessoalmente pro Ricardo, mas já que fui citado nominalmente pelo Luciano, então permitam-me aprofundar um pouco essa questão. Adianto logo que meus comentários serão mais baseados em minha experiência como podcaster do que como ouvinte. O comentário vai ficar enorme, então sintam-se à vontade para ignorá-lo se estiverem com preguiça de ler. 🙂

    Recentemente gravei um episódio do Papo de Gordo sobre autoajuda. O tema estava “na gaveta” há mais de um ano, mas eu só iria fazer este programa se conseguisse gravar com o Pablo, pois senti que precisava de um psicólogo para falar com conhecimento de causa. Foi exatamente pela dificuldade em conciliar as agendas que o cast saiu com apenas parte da equipe, aqueles que poderiam gravar no dia que o Pablo estava disponível. Acredito que foi uma atitude responsável da minha parte, pois não queria ficar simplesmente falando palavras ao vento.

    Porém, lá no primeiro ano do PdG, a gente fez um episódio sobre autoestima e outro sobre autoimagem. Na ocasião eu ainda não conhecia o Pablo ou nenhum outro psicólogo que topasse gravar um podcast… provavelmente a maioria nem sabia o que é um podcast. Na época dessas gravações eu tratei de estudar e me aprofundar sobre o tema o máximo que pude. É claro que não me tornei um especialista, mas consegui aprender o suficiente para ter algum conteúdo e passar adiante. Este é um truque básico dos professores. Muitas vezes a gente conhece um tema tão pouco quanto os estudantes, mas a diferença é que corremos atrás, aprendemos, e depois passamos adiante pros nossos alunos.

    Quando um podcast está começando temos poucos contatos na web e isso limita em muito o número de “especialistas” que conseguimos levar para os episódios. Observem qualquer podcast que queiram, a maioria deles começou com um grupo de amigos e só conseguiram trazer um pessoal realmente especializado nos temas discutidos um bom tempo depois. O networking faz isso… coisa que poucos têm no início.

    Existe um outro ponto também que já conversei com diversos podcasters amigos… tem convidado que simplesmente não rende durante as gravações. Ou porque não está acostumado a falar no Skype e acaba ficando perdido ou então porque fica tímido quando percebe que está gravando com seus “ídolos”. Já passei por isso mais de uma vez no PdG. Basta vocês escutarem alguns casts com participantes de “fora da podosfera” pra perceber isso. Pior do que não ter um especialista sobre o tema, é ter um que simplesmente não fala.

    A gente faz piada no PdG que sempre que um convidado falta eu vou atrás de algum Pirata pra gravar como backup. Sabem por que isso? Porque Jabour, Junior e Iskilo são nossos amigos, já estão entrosados com a nossa equipe e são capazes de falar sobre qualquer coisa, mesmo que não sejam especialistas no tema. É o mesmo caso do PH, Leo Lopes, Eubalena… Isso não os torna melhores nem piores que ninguém, no máximo mais desinibidos. 🙂

    Outro detalhe sobre a galera de “fora da podosfera” é que muitos não têm headset, não sabem usar o Skype ou simplesmente não se importam tanto com o podcast para conseguirem ficar parados num lugar silencioso pelo tempo necessário pra gravação. Tem um grande amigo meu que já participou do PdG mas que eu nunca mais convidei porque ele meio que caga pra podcasts e ficava gravando enquanto a mulher estava ao seu lado assistindo novela. Obviamente todo este audio era captado pelo microfone e estragava o “mundinho” necessário pro ouvinte mergulhar naquele tema discutido. Se eu não me importasse com a qualidade técnica dos meus podcasts, provavelmente não me incomodaria com isso, mas o problema é que eu me importo… 😦

    E só pra encerrar, gostaria de falar um pouco sobre a minha fama (merecida) de arroz de festa. Existem três motivos cruciais que me fazem participar de tantos podcasts. O primeiro, e provavelmente o mais importante, é que eu eu adoro gravar. Gosto demais de conversar com os amigos sobre qualquer coisa. Quando era apenas um ouvinte eu ficava imaginando como seria legal se pudesse entrar naquela discussão também e dizer o que penso sobre isso. É esse tipo de coisa que motiva a galera a comentar. Se eu pudesse, adoraria participar de todos os Piratacast, Pauta Livre News, Monacast, Na Calçada, Radiofobia, Rapaduracast… porque são os meus amigos batendo papo e todo mundo adora conversar com os amigos.

    Um outro motivo bem mais egoísta e profissional está relacinado a SEO, a uma coisa chamada “link building”. Pra resumir de forma bem simples e direta, quanto mais links o seu site recebe, mais o Google te ama e melhor é a sua posição nos resultados de busca. Os links que aparecem como “parceiros” na barra lateral são legais e tal, mas o Google precisa de links novos também e não só estes que estão lá há anos! Então sempre que participo de um podcast eu estou conseguindo um link novo em folha pro meu site, ao mesmo passo que compartilho o link de volta para o podcast onde participei. É SEO bem feito agregando valor pros dois sites. 🙂

    Já o terceiro motivo pode ser interpretado erroneamente e muita gente pode me chamar de metido a besta ou algo assim, mas vamos lá… eu comecei na podosfera com o Jabácast, uma iniciativa muito legal do Jabour e Iskilo que montaram um programa onde vários podcasters se apresentavam e compartilhavam as suas audiências. O PdG esteve no segundo Jabacást juntamente com o Filecast, NerdExpress, Depois das 11, Eduardo Moreira e Ernesto Belote. Esses caras foram meus primeiros amigos na podosfera e o PdG ganhou muitos ouvintes novos por causa deles. O próprio Ricardo Ferro, autor deste post aqui, conheceu meu podcast graças ao Jabácast.

    O Jabácast é uma ideia foda, mas que não funciona se for usada toda hora, mas o conceito de compartilhar as audiências pode funcionar de outra maneira: com participações em podcasts de terceiros. Cada vez que apareço num podcast diferente, eu estou apresentado o PdG para um grupo que ainda não me conhece… por menor que seja este grupo. Afinal toda audiência é bem vinda e é de grão em grão que a galinha enche o papo! Paralelo a isso, convido meu público a conhecer um podcast novo. Eles até podem ouvir porque eu estava lá, mas só vão continuar escutando se os programas forem realmente bons… e assim a troca de audiência acontece.

    Honestamente eu não me importo de mandar mais ouvintes do que os que recebi porque – é aqui que entra a parte de me acharem metido a besta – nem sempre fui “grande”. Na época do Jabácast o PdG tinha bem menos ouvintes que a maioria dos demais participantes no programa. Se todos ali foram generosos o bastante pra compartilhar suas audiências comigo, acho justo que eu faça o mesmo com os zilhões de podcasts que estão por aí brigando por seu lugar ao sol. Eles só vão se tornar “grandes” se forem realmente bons, a minha parte nisso é mínima e limita-se a apenas mostrar pros ouvintes que existem outros podcasts por aí e que é muito legal conhecer programas novos e não ficar bitolado ouvindo sempre os mesmos. Eu abro a porta, mas a pessoa só entra se gostar do que estiver lá dentro. 🙂

    E para encerrar, falando especificamente sobre o Na Calçada 50… quando fui convidado para falar sobre Chaves eu avisei que não sabia nada sobre o assunto, mas eles acharam que era brincadeira e que todo mundo já devia ter assistido pelo menos um episódio dessa joça. Todo mundo, menos eu. No final isso acabou rendendo uma boa piada e eu fiz o papel do cara que não sabe nada e fica fazendo perguntas… de certa forma isso funciona e cria identificação com o ouvinte que também desconhece o tema. Outro truque que aprendemos como professor… fazer perguntas que você até pode saber a resposta, mas que ajudam os seus alunos (ouvintes) a absorver melhor o conteúdo ali passado.

    Acabei não falando sobre o lance das piadas internas, mas concordo integralmente com a opinião do Iskilo sobre isso, então façam de conta que eu assinei embaixo do comentário dele. 😉

    • Dudu, vc falou muito bem, a respeito do PodCast do Chaves nem ouvi, mas se tem uma coisa q eu sinto falta em podcast de assuntos q não conheço é a participação de alguem q ñ entende nada do assunto q está debatido. Pelo simples fato de não surgir perguntas q uma pessoa sem tal conhecimento faria.
      Isso pra mim é uma das coisas q mais falta, em muitos podcast, ou pelo menos fingir q não sabe de nada e bole perguntas q um amador ou alguem q não sabe porra nenhuma poderia querer perguntar naquele momento.

    • Muito bom seu comentário. Eu me identifiquei muito com o seu problema de especialistas. Primeiro não basta o cara ser especialista, ele tem que saber falar sobre o assunto. Nós do Lag, fizemos uma vez um episódio que é nossa vergonha, o de Rock Progressivo. Primeiro porque tinha só um especialista e ninguém mais sabia nada e o especialista não conseguia falar sobre o assunto que ele sabia por um motivo que eu desconheço. O pior é que eu quis colocar aquele negocio no ar.

      Tem dois assuntos que eu quero fazer um podcast por ser coisas legais que ninguém falou, mas eu não conheço ninguém além de mim mesmo que tenha um conhecimento sequer médio sobre isso e saiba falar bem no skype e não adianta ir na comunidade do orkut e procurar pessoas, porque ai você tem que fazer uma verdadeira seleção de pessoas. Quando você tem podcasters, eles já estão acostumados a fazer o programa para ser fácil de editar, repetindo falas quando todo mundo falou junto e não falando sobre coisas que não tem nada a ver com o assunto. Esse tipo de coisa até ajuda na qualidade das opiniões, porque pelo menos eu depois de 3 horas de gravação a cabeça já começa a doer.

  19. Na questão levantada pelo Eduardo, no que diz respeito a apresentar-se e apresentar-nos a outros casts, acho que seria interessante um bloco separado para isso, como acontece com os emails. Com isso manteriam-se as trocas, e ao mesmo tempo o CONTEÚDO do cast seria melhor.
    Esse bloco poderia ser no meio do cast em si, para não alongar ainda mais a abertura, que já é bastante criticada, em alguns casos. Importante também informar ao ouvinte para onde ele deve avançar, no caso de não querer ouvir, e também fazer um bloco rápido, pois como eu já disse, o conteúdo é que deve ser prioritário.

    • Luciano,
      O que você descreve é “O Podcasteiro” do Radiofobia. Isso funciona no Radiofobia porque o formato deles, mais parecido com rádio, aceita blocos bem diferentes, mas a maioria dos podcasts não é assim. Tem gente criticando o Guanabara porque ele está colocando recados entre os blocos de conteúdo, imagina só se fazem algo assim….

      Além do mais, existe uma diferença abissal entre “ei, escute este podcast aqui que fala sobre tal coisa mas que vocês nunca ouviram falar de ninguém lá” e “quem tá aqui conosco hoje é fulano do podcast tal que é muito legal e vocês deveriam conferir”.

      Não estou aqui defendendo que podcasts não devem ter conteúdo ou buscar pessoas fora do “mundinho”, só tô dizendo que o buraco é mais embaixo…

  20. Olá, Ricardo,

    Antes de mais nada, parabéns pelo texto. Pegou em pontos precisos que mostram o problema da expansão do podcast no Brasil. Os problemas são esses mesmos. E a discussão é importante para achar possíveis soluções. Vou adicionar alguns pontos pessoais para adicionar mais elementos na discussão, para que, quem sabe, soluções possam aparecer.

    Para quem é mais observador, eu “me afastei” um pouco da podosfera. Não que considere menos parceiros os podcasters que já participei ou recebi em meus programas. O motivo foi que “os blogs” cresceram, e através deles, mantenho o podcast. Um dos motivos que percebi que a mídia não cresce é que, por tendência natural, vamos investir nosso tempo naquilo que nos dá mais lucro. Afinal, tempo na web (e fora dela) é dinheiro, logo, vamos atrás dele.

    Com isso, eu hoje estou numa fase que faço o TargetHD Podcast e o Spin-Off Podcast não por uma alternativa de lucros financeiros, mas sim porque gosto deles. Os dois podcasts recebem patrocínios esporádicos, e isso é sempre bom. Mas não nego que, hoje, me foco nos blogs porque são eles que pagam minhas contas. E, de forma até negligente, o podcast fica como segundo plano. Esse é um dos grandes pecados que alguns podcasters (me incluo na lista) cometem, e isso atrapalha muito na expansão do podcast nacional.

    Outro problema que você apontou muito bem: parece que “engessamos” na criatividade de novos formatos. Os novos podcasts que aparecem tendem a usar a “fórmula Nerdcast de sucesso”, que já foi citada antes em outros comentários. Isso não chega a ser um grande pecado, mas tem uma hora que, se a pessoa (ou o grupo) quiser fazer o negócio a sério, precisa criar uma identidade própria, pensar no seu próprio formato. Eu levei 1 ano para definir o que queria no TargetHD Podcast, mudando o formato dele algumas vezes, para chegar no formato informativo que tem hoje, que é o mais conveniente para mim. Logo, começar baseado no que os outros fazem não é o problema. O problema é não criar identidade própria, e ser “apenas mais um podcast engraçadalho”.

    Quanto à questão dos convidados, não sou a melhor pessoa para falar sobre isso (já que em um dos casts eu gravo sozinho), mas é importante essa questão das “panelinhas de convidados”, ou convidados que não dominam o assunto. Uma dica que dou é: para os podcasters/blogs que contam com boa audiência, é possível obter boas pautas através das assessorias de imprensa, que indicam especialistas para entrevistas por telefone ou Skype, e isso em todos os tipos de temas. A partir de setembro, algumas entrevistas que gravei com especialistas de tecnologia estarão no TargetHD, e essa é uma forma que encontrei para colocar pessoas diferentes para falar dos temas do blog. E isso, é algo que os podcasters podem começar a fazer, para oferecer conteúdo diferente. São pessoas diferentes falando com os ouvintes, enriquecendo o seu conteúdo.

    Por fim, os nichos. Já disse algumas vezes que a enxurrada de podcasts “não-sei-o-que-Nerd” são um problema que, pelo menos à mim, incomoda. Talvez cabe aos podcasters estabelecidos incentivarem os que pretendem criar os seus próprios podcasters a serem criativos desde o começo. Pensar em nomes e formatos que não temos no momento, e tratar de assuntos mais próximos aos usuários comuns. Usar uma linguagem mais simples e direta, com temas que sejam do cotidiano das pessoas. Sei que pode ser clichê o que vou falar, mas eu estou considerando muito a “nova classe média” nos meus dois podcasts, e isso tem dado retorno de audiência e de vendas. Quanto mais os podcasters popularizarem o conteúdo dos seus podcasts, maior será o “eco” gerado pelos ouvintes.

    Afinal de contas, podcast sobre cultura nerd nós temos aos montes. Mas… e sobre telenovelas? Culinária? Literatura? Crítica musical? Assuntos para a melhor idade? Aonde estão? Esses e outros segmentos merecem receber um conteúdo dedicado. E é isso que pode ajudar a expandir o podcast brasileiro. Variedade de temas e originalidade. Para mim, esse é o caminho.

    Parabéns ao Ricardo pela iniciativa do texto, e aos colegas podcasters pelo interesse na discussão, que é muito válida.

    Abraços a todos.

  21. Galera, levando em conta todos esses fatores, acho que hoje, o maior desafio de um podcast não é mais atrair um grande público, pois isso, até como o Dudu disse, acaba acontendo nos possíveis crossovers, ou pelas redes socias e tals. E concordei muito com ele quando disse que a questão nao é o excesso de participações, e sim o podcast ter uma qualidade mínima para ser atrativo ao novo ouvinte.

    Dessa forma, eu acredito que, o maior desafio hoje para os podcasts é, firmar um formato interessante, e trazer programas relevantes para o seu público. Criar o seguinte pensamento no ouvinte/cliente “Opa, saiu novo episódio daquele podcast, e olha só, é um tema maneiro!! Pelo que conheco deles, provavelmente vão se aprofundar, trazer informações novas pra mim.”
    Ou seja, ser útil de alguma forma na internet, e assim, ser considerado relevante, e não apenas mais um bando de nerd (acreditem, Nerd ainda é um termo pejorativo no MUNDO) jogando conversa fora.

    Polemizar mais um pouquinho..

    Alguém mais percebeu que, cada dia mais, alguns podcasts estão procurando uma atitude mais descolada, até mais agressiva, eu diria.. (MRG, Pauta Livre News, Toscochanchada..)

    Think on that.. hehe

  22. Lendo todos os comentários aqui, até então, fico pensando se num futuro distante, não poderia rolar um Fórum de discussões sobre o podcast, com algumas mesas discutindo alguns assuntos pertinentes a mídia.
    Na verdade, não sei se já teve. Só lembro de ver algo parecido na Campus Party, mas só foi uma mesa, discutindo o podcast em geral.
    Acho que um evento como esse fortaleceria o podcast como categoria de mídia e encontraria possibilidades para novos rumos.

  23. Acho que o podcast que mais sabe trabalhar nesse sentido de “piada interna” e crossover é o RAPADURACAST. Eles são os que mais investem em sua equipe. Podem ver lá. DIFICILMENTE, alias’, é muito raro eles convidarem alguém de fora participar do cast deles. Se você ouvir qualquer Rapaduracast, vai ver que é possível achar bacana, pois se eles fazem uma piada referência a outro programa, eles dizem de que programa é. Ninguém fica perdido ali. Diferente do nerdcast, que fazem piadas internas todo programa, fazem quadro de e-mails de 20 minutos e usam-abusam do crossover ou de chamar “celebridades” pra ganharem links e respaudo.

    Acho louvável o que o Rapadura faz em investir em sua equipe. Os caras falam sobre todos os temas com seus 6 participantes (Juras, Mau, Sicas, Affonso, Juliano e Barreto), fazendo um revezamento.

    Eles também são os que mais apostam na novidade. Criaram vários conceito na podosfera, como os programas Jukebox, o esquema de ligar pra ouvinte. Eles experimentam pra caralho. Hoje possuem dois programas por semana e são dois programas GENIAIS. Um tema do cast tradicional e um cast só de news-estreias. O cast principal não tem mais quadro de e-mails e a parada tá du cacete. Ritmo foda.

    Acho q eles são um bom exemplo de como se fazer.

    • O NC pode até chamar “celebridades”, mas elas sempre manjam do assunto em questão. Já o RC teve o “ótimo” episódio sobre Ufologia com o Afonso falando o tempo inteiro. :/

      • O episódio sobre ufologia do Rapaduracast foi muito foda! Basicamente porque o Affonso é um especialista no tema. Ele acrescentou bem mais do que aquele ufólogo maluco que gravou o Nerdcast.

      • Sinto-me no dever de corrigir o Eduardo Sales. O Afonso 3D não foi convidado do Rapaduracast porque ele é “estudioso” do assunto. Seria como dizer que o Dudu foi convidado a falar sobre gordos porque ele é um “estudioso”. Não, senhor. O Afonso foi convidado porque É um ET. Simples assim, eis o mérito do Rapaduracast.
        (Olhaí um comentário com piada interna)

      • Ricardo Ferro, seu maluco!
        O Rapaduracast sobre ufologia teve a participação do Affonso Solano e não do Afonso 3D.
        O Solano é apenas maluco, só o 3D é alienígena! 😛

      • CARAMBA… Então desperdicei uma piada. :o)

      • Eu achei uma tremenda bosta. Por mais que ache o Affonso um cara legal, achei que ele falou igual um religioso fanático (E olha que eu to esquecendo da parte da viagem a Lua). Já o de Ufologia do NC foi um cast piada mesmo, não foi como o de Evolução que foi extremamente sério e bem mais científico.

  24. O fato de ter levantado a questão dessa forma, Ricardo, demonstra o seu comprometimento com a mídia, e também com os amigos que se enveredaram por ela.
    Concordo com grande parte do exposto, mas gostaria de ir um pouco além no que tange ao “universo” podcast.
    Não tenho toda a propriedade do nosso amigo Lucas Amura para falar de podcasts novos (imagino que ele receba muitas indicações), mas quero puxar o assunto para este lado.
    Semanalmente acabo esbarrando com algum podcast novo com uma certa notoriedade, um bom número de comentários e nenhum envolvimento com a “panelinha”.
    São programas que vivem perfeitamente sem os crossovers a que estamos habituados a ouvir. São programas que, inseridos em um determinado assunto, vivem dele – e nele – quase que exclusivamente.
    Em sua maioria, não se “apertam” na hora de escolher um tema, tal a diversidade do seu plot principal (quer seja literatura, cinema, etc.).
    Isso me faz crer que, também os podcasters, estão um pouco “viciados” na hora de escolher pauta e convidados. Vez ou outra, alguém “de fora” consegue uma exposição maior e é inserido na “panelinha” (caso recente do ótimo Jurassicat) e, a partir daí, a probabilidade de visitar os demais “membros do clube” é enorme.
    Não me entendam mal quando cito a “panelinha”, já que ela é reflexo da amizade que foi se formando nos últimos anos. Seja pelos crossovers, seja pela interatividade na “vida real” proporcionada pela Campus Parties da vida. É natural que isso tenha acontecido.
    Estava ouvindo o último Radiofobia e o Leo cita sua andanças, tentando vender o programa nas rádios. Ele conclui dizendo que o formato do Radiofobia não se enquadrava no formato pretendido e não conseguiu espaço. Hoje, temos um exemplo que contradiz o que aconteceu com o Leo, que é o Pipoca e Nanquim. Exibido primeiramente em uma rádio em Araras, para depois ser disponibilizado no site.
    Concluindo o raciocínio, que espero não estar muito confuso, o que acho que tem que se buscar, é uma reestruturação da mídia… ou da forma de interpretá-la, não sei ao certo. Não que isso seja o que eu queira, já que gosto das coisas como estão, mas se a ideia é buscar novos horizontes e expandir… então vamos lá.

    Abração a todos.

    PS.: Ah, sim… posso deixar uma questão? Gosto muito de interagir nos podcasts que escuto, mas tem hora que não há nada a se dizer, senão um “valeu”.
    Várias vezes senti o ouvido sangrar com a maldita palavrinha “relevância” e suas variações. Entendam, não quero ter que escrever um dossiê a meu respeito nos comentários, toda vez que escuto um programa. Meus medos, minhas trapalhadas no trânsito, os filmes que assisti… enfim, às vezes vou dividir com vocês, às vezes não.
    Um “ouvinte véio de guerra” como eu pode tirar umas férias dos comentários sem criar mimimi? Putz… isso soou um tanto megalomaníaco. =D

    Tomando meu caso como base, quantos ouvintes “comuns” como eu, apedeutas na maioria dos assuntos, não foram afastados como essa maldita relevância que se pede nos comentários?
    Já levantei essa questão anteriormente e, creiam, não me dei por satisfeito com as respostas.

  25. Ótima discussão, elaborando texto.

  26. Bem, eu acho que é até fácil acabar com as piadas internas da podosfera nacional ou ao menos diminuir a quantidade, porém, não acho que convidar uma pessoa de outro podcast seja prejudicial, apenas se essa pessoa não acrescentar nada ao tema debatido é que deve ser evitado.
    Sempre estou conhecendo casts novos, com gente que nunca ouvi na vida, mas que depois de um tempo, começam a ser conhecidos e convites para que eles participem de outros podcasts como participação especial vão pipocar.
    É bom que uma debate exista, estou em 3 podcasts diferentes, um indicando episódios de podcasts, outro falando de cinema alternativo e produções cinematográficas de todo planeta e um outro de papo de bar, além de ser parte administrativa de um site de cinema. Mas em cada um, eu tento focar no tema, sem essa coisa de panelinha, ficar fazendo milhares de piadas internas é um pouco demais para quem quer se aventurar nessa incrível mídia. Valeu!!! ^^v

  27. Camila

    Adorei o seu texto, parabéns!
    ***
    – Vim parar aqui via link no Papo de Gordo-
    ***
    Ainda não consegui ler todos os comentários, e não sei se o que vou dizer já foi dito previamente, neste caso, peço desculpas.

    Quero falar sobre linguagem e vocabulário. O que eu percebo é o uso exagerado de palavrões, isso me entristece, pois, há muitas maneiras inteligentes de se fazer humor e de chamar atenção. Claro que não sou puritana à ponto de achar que nunca se possa usar esse “palaveado”, não quero crucificar ninguém. Mas vamos deixar para os momentos que o palavrão sai no calor do momento ao invés de usar de propósito e repetir, repetir, repetir. Sei que a gente acaba usando esses momentos para fazer a catarse, mas isso não justifica, afinal de contas, o Google está aí, as pessoas desse meio tem total acesso à informação através de seus PCs, MACs, IPADs… podemos usar toda essa tecnologia para, antes de gravar um podcast, estudarmos algumas palavrinhas e seus sinônimos, fazer uma listinha e deixar ali no cantinho do monitor.
    Pensem nos ouvintes e em como vocês podem ajuda-los a enriquecer seu uso da língua portuguesa, por exemplo, eu escuto podcast no trabalho, meu chefe não se incomoda, quando ele chega eu desligo e ele diz que não precisa desligar, mas eu morreria de vergonha de escutar alguns programas no trabalho.
    Mas, fica aí a minha dica: será que palavrão e similares chamam público?
    Abração!
    Camila

  28. Pingback: AspiraCast #023 – Publicitário | Aspirante Profissional

  29. Não tinha conhecimento desta sua carta, fiquei sabendo pelo PdG.
    Achei seu apelo mais do que válido! Vou mencionar isso e conversar com o pessoal do PCNot… Vai virar assunto para nosso podcast “livre”.
    Não tenho hábito de ler todos os comentários de um site, mas o assunto foi tão bem aprofundado e as respostas tem tanto peso (sem trocadilhos ao pessoal do PdG), que ao menos alguns destes comentários serão lidos sim, quero saber como anda a discussão e assim que possível escrevo o meu… Quem sabe poste uma resposta em nosso site e, como disse, vamos falar disso em nosso podcast…

    Um abraço

  30. Márcio

    Uma coisa que deixo clara é que muitos podcasts que visivelmente buscam espaço comercial, terminam não consolidando público por dois motivos básicos: O primeiro citado pelo Ricardo que é a formação do micronicho tornando tudo muito especializado, e se formos escutar um podcast desse, é algo como um aluno de segundo grau entrando num papo de doutores em física quântica. Muitas piadas internas, desorganização de pauta, demonstrando uma falta de interesse em atrair mais público, algo como “quem já nos conhece ótimo, que ainda não nos conhece dou uma banana”. O segundo motivo, pra mim crucial, muitos podcasts abordam temas que se não formos conhecedores dos casters, não teremos ideia do que se trata, pois eles não tem um assunto que chame a atenção, ou melhor, não tem assunto.

    Bem, essas palavras são de um simples ouvinte que acompanha já uma quantidade de podcasts como: PDG, Nerdcast, Noobcast, Matando robôs gigantes e Rapadura Cast.

    Márcio Lima
    Ecólogo
    Itabuna-BA

  31. Ola,

    Olha eu vou ser bem sincero. Eu sou Podcaster (Tentando ser) comecei meu Cast novo no site de Fetiches do Motorista e devo logo estrear o outro Cast no Oldboys Brasil que é o saudosista, mas na boa eu acho isso muito chato o lance de convidarem pessoas pela audiência que elas tem e pelo Networking e não pela relevância no tema, eu acho isso péssimo pelo fato de tornar o programa fraco no tema sem conteúdo bom, isso cada dia mais enfraquece alguns dos programas e sinceramente enfraquece o a idéia de se procurar um Podcast pelo tema, poxa e a Podsfera inteira ta errando nisso e eu mesmo pretendo um dia na minha coluna da Feedback Magazine sobre Podcasts e falar disso e até devo chamar você para falar deste tema.

    É assim sou especialista em Fetiches e sexualidade em relacionamento e por isso tenho o Drive-inCast, mas eu se não puder chamar um especialista por mais chato que o cara seja eu prefiro não fazer o programa, sabe chamar amigos casters só pra gerar networking e conseguir mais Download é uma coisa que eu nunca vou fazer, eu prefiro fazer um trabalho de qualidade que tenha duas visualizações e seja relevante para essas pessoas que ouviram do que fazer um Cast engraçadinho mera diversão melhor nem fazer por que começa a tornar dispensável.

    Em compensação eu já dormi em ouvindo Cast chato, então por esse lado podemos entender a necessidade de contra-balancear o entretenimento o conteúdo, mas do jeito que esta sendo feito eu simplesmente não gosto.

    Bom a MINHA opinião, se um Cast visa entreter ele deve fazer isso, mas se ele aborda um tema pelo menos metade dos participantes e a metade do tempo do Cast poderia ser pautado no tema, para não virar uma coisa absurdamente superficial e nem nem algo insuportável de chato e assim ficou pesado com muito conteúdo ai o Editor se vire para tornar isso palatável, seja com efeitos, musicas, cortes uma pauta boa que misture o conteúdo e o entretenimento alguma coisa, mas que seja
    Eu mesmo já errei fazendo casts sem pesquisa melhor no tema, que depois me deixaram sem graça, mas a questão esta no fato de ser tudo muito amador corrido e é meu erro também como realizador, então eu acho sinceramente que cabe a gente melhorar a qualidade do trabalho que fazemos, sabe se eu tiver de atrasar o lançamento para melhor a edição eu atraso, se tiver de desprezar uma gravação por que ficou ruim eu vou fazer, por que querendo ou não o grande erro na Podosfera é encarar o seu Podcast de maneira individual e não é assim, digamos que alguém comece a ouvir Podcast pelo seu programa e achar ruim e desistir da mídia inteira ou uma agencia que desista da mídia pelo que vê no seu material e ai. Eu não sei mas estou começando a pensar assim cada dia mais. Mas essa é MINHA opinião e eu vou começar a trabalhar meu conteúdo assim ou esta no nível ou é lixeira simples assim, por que se alguém assinar o feed eu quero não se arrependa e desista depois de varias decepções.

    Bom é isso,

    Abraços,
    Eduardo “Lord Fire” “Motorista” Castellini.

  32. Roberto Feliciano

    Não li todos os comentários, mas o conteúdo destes já dá meio a dimensão da resposta ao texto. A maioria esmagadora deles é feita por “celebridades” da podosfera.
    Eu escuto podcast há pouco menos de três anos e tenho meus preferidos. Nerdcast, Papo de Gordo, Pauta Livre News, Radiofobia, MRG e etc…(alguns outros ainda vou começar a ouvir). Nunca (repito: NUNCA) comentei em nenhum deles, não por preguiça, mas por algo que o Kio falou. Não tenho muito o que acrescentar. Gosto de ouvir e gosto de ser simplesmente um ouvinte que dá muitas risadas mesmo quando escuta informações erradas a respeito de um assunto. Afinal, escrever só “Primeiro”, “Ótimo programa” ou “Vocês erraram. Na verdade o colorista de Homem Aranha 97 é Fulano de tal e não Beltrano” é meio sacal!
    Mesmo assim, eu entendo a importância do feedback e tenho tido vontade de começar a interagir.
    Concordo com absolutamente tudo o que disse o Dudu Sales sobre as participações. Foram elas que me levaram (um ouvinte comum, que não é podcaster) a conhecer outros programas. É fundamental.
    Talvez a discussão mais importante seja o formato. Eu, por exemplo, não curto sessões de e-mails muito longas. E a maioria dos podasts que ouço tem. Porém, eu nunca adianto a parte dos e-mails. Afinal, se eu quero ouvir todo o conteúdo, me comprometo a isso.
    Temos que levar em conta também que pouquíssima gente ganha dinheiro com isso. Sabemos que só o Nerdcast se sustenta com essa mídia. Então, exigir que esses caras que estão fazendo o que gostam se policiem em certas coisas eu acho um pouquinho demais. Deixa a galera se divertir!
    E isso me leva ao último ponto (afinal, um comentário longo de que não tem um nome conhecido tem grande chance de ser “pulado”). As piadas internas não são tão internas assim. Porque graças a essa teia que se estende pela podosfera, quando o Dudu Sales fala algo sobre o PH Santos, a gente sabe de quem se trata e sabe um pouco da personalidade do “personagem” em questão. Quando a galera do Pauta Livre fala de determinado leitor que sempre comenta, a gente já está por dentro porque ele comenta em outros casts que a gente ouve.
    Resumindo: Acredito que gente que não curta quando é apresentado a um podcast não vai curtir seja lá de que jeito for apresentado. É um nicho? É. Masacho que está crescendo a olhos vistos.
    Espero não ter esquecido nenhum argumento. Isso é uma coisa que me impele a não comentar.
    Roberto Feliciano, 31 anos, Jornalista. Santos/SP

  33. Minha ressalva com relação ao texto do Ricardo é não abordar a segmentação de um público já pequeno. É um erro os podcasts novatos imaginarem que poderão obter resultados segmentando um público pequeno, como os ouvintes de podcast.

    Temos espaço para todos os tipos de podcast, menos para mais uma cópia de “nerdcast” ou “rapaduracast”. Criar mais um podcast de cultura nerd, ou mais um de critica de cinema simplesmente não emplacará pois este público já está fiel aos seus cinco ou seis podcasts preferidos.

    Se você quer ser relevante na internet, deve procurar uma nova audiência e criar conteúdo para este novo nicho. Forçar segmentação na audiência de algum podcast já existente é perda de tempo.

    Sem mais,
    Ótimo texto Ricardo.

  34. Caro Ricardo.
    Sua carta traz um alerta precioso, como são todos os comentários que chegam a cada podcast que é publicado.
    Todos os veículos de comunicação têm seu tempo de maturação. Decerto a televisão, quando surgiu, não foi imediatamente aceita como meio de comunicação.
    A internet é rápida e espalha as informações de forma vertiginosa, mas nem por isso seu uso e todas as suas aplicações são instantâneas como se poderia pensar e esperar.
    Se outrora algumas pessoas não acreditavam que podiam ouvir alguém que lhes falava através de um aparelho de rádio ou que poderiam ver outras pessoas através da tela de um televisor, chegando mesmo a ter medo daquelas “feitiçarias”, hoje existem pessoas que sequer têm acesso à internet. E aqui falaríamos de milhões de pessoas.
    O trabalho é diário e, certamente, passa pelo prazer de produzir o podcast: conversar e dar boas risadas com os amigos durante a gravação, conhecer pessoas diferentes e fazer novos contatos, aprender sobre assuntos que não se domina e poder falar algo sobre algum assunto cujo conhecimento é um pouco mais aprofundado. Cada um faz seu podcast da forma que mais lhe agrade e que, segundo seu julgamento, mais agradará seus ouvintes porque, afinal, todos querem audiência.
    Entretanto, a cada programa que é apresentado, a cada novo crossover realizado, a cada menção a um podcast ou determinada pessoa que é feita, os ouvintes de cada um têm acesso a mais conteúdo novo, ao mesmo tempo que mais ouvintes novos terão acesso a todo o conteúdo. Trata-se de uma progressão cuja tendência é se tornar maior e atingir mais e mais destinatários, especialmente com a popularização da internet. Eu falo de você para quem me ouve e lhe ouvirão, você fala de mim para quem lhe ouve e me ouvirão. E assim, diariamente, o conteúdo vai se espalhando e mais pessoas vão tendo acesso ao mesmo, de forma que ações de marketing, por exemplo, sejam cada vez mais viáveis.
    A grande maioria dos ouvintes de podcasts, atualmente, é formada por pessoas de bom discernimento (ou não), o que as torna formadoras de opinião e, certamente, produz bons resultados junto àqueles que apostarem nessa mídia. Ou seja, se eu lhe falei algo que lhe agradou ou lhe vendi uma idéia, quando você repete o que eu disse ou passa minha idéia adiante, ainda que não seja na primeira tentativa, nem na segunda, uma hora ou outra alguém lhe ouvirá ou a tal ideia será propagada.
    O que é importante dizer é que, se o interesse do podcast é alcançar público de forma a obter e manter audiência, seja qual for o interesse final, se financeiro ou meramente lúdico, como lembrado em sua carta aberta, concordo que não deva existir um excesso de piadas internas, respeitada a temática e a individualidade de quem participa da gravação, ou da equipe. Piada interna serve pra descontrair mas, se mal empregada, afasta o ouvinte, que pode até ser desocupado ou retardado, mas não é burro, porque esse tipo de pessoa não ouve um podcast mesmo.
    Vale lembrar que o podcast é a mídia do futuro, e que amanhã já é futuro.

  35. Muito bom esse alerta, porque é uma coisa que parece besta, mas antes de você falar eu nunca tinha reparado que estava começando a ter um exagero, porém eu acho que as piadas internas, se forem poucas mesmo, para os novatos não vão fazer diferença e quem entende acha legal. O problema da falta de popularização do podcast brasileiro é o foco nerd, que eu não estou falando apenas dos temas dos casts, mas de fatores importantes como o tempo de programa. Em blogs normais, geralmente o usuário fica no máximo 5 minutos por pagina e um podcast de tamanho mínimo tem uns 60 minutos. No exterior a midia podcast se consolidou antes dos videologs, aqui até agora não consolidou, então é como se as pessoas quisessem mostrar o rádio como novidade para quem já conhece a televisão, isto é, só nerds vão atrás. Claro que tem mp3 players que não tem nada dentro além de funk, então bastaria criar um motivo para as pessoas usassem esses equipamentos. Como resolver todos esses problemas eu não sei, pois é uma resposta que deve valer uns milhares de reais pelo menos.

  36. Marcelo Soares

    Uma opinião de um caara que já tentou ouvir podcasts, tem amigos podcasters, já participou de dois podcasts mas simplesmente não tem saco pra ouvir regularmente. (Senão o debate a respeito continua com o vício dos podcasts de ficar preso no nicho, tipo artesanato – só quem consome é quem também faz.)

    Não ouço podcasts em primeiro lugar por causa do tempo que eles consomem. Precisa ter uma hora? Tudo bem que tem quem fique preso mais do que isso no trânsito, mas dá pra alguém manter a atenção por tanto tempo? Eu acho difícil. Eu não consigo – talvefz eu seja disáurico, sei lá. Consigo passar meia hora ouvindo uma versão obscura de Deep Purple ao vivo com 27 minutos de trocas de solos. Mas conversalhada eu prefiro no bar, quando estou participando, de preferência com um garçom passando constantemente.

    Acho que o conceito de edição ainda é uma virtude pouco apreciada nos podcasts. Ele fica limitado basicamente aos efeitos de som, vários deles mais do que batidos, e a aproveitar tudo o que der da fala de quem participou. Isso é legal, a internet permite usar uma coisa mais bruta que um programa da BBC usaria, mas será que precisa ser tanto assim?

    No tempo em que eu trabalhei em TV, vi na prática que várias entrevistas bem editadas tinham mais informação e ocupavam menos tempo do que um comentário bem escrito. O espectador sai pelo menos com a ilusão de que aprendeu alguma coisa.

    Pra não dizer que não ouço podcasts, ouço os da BBC. Que são programas de rádio distribuídos pelo iTunes, mas enfim. Eles variam de 2 a 28 minutos, geralmente. Têm um excelente ritmo e a gente sai com a ilusão de que aprendeu algo sobre o tema. Recentemente ouvi uma série de 10 programas sobre a história da matemática. Parece árido, mas foi uma delícia de ouvir.

    Minha proposta de não-ouvinte: nos podcasts de cada um de vocês, tentem uma vez fazer uma versão light, com 15 minutos ou menos, e distribuir ao lado da tradicional, de uma hora e vai pedrada. Cortem nessa versão a leitura de emails, ou resumam. Cortem as piadas internas. Limem as gargalhadas, deixem o ouvinte rir sozinho que ninguém é Zorra Total. Façam essa experiência uma vezdeixem fácil pros novos ouvintes acharem e depois me contem o resultado.

    Abração do irmão mais chato do Dudu Sales.

    • Olha só quem apareceu por aqui…

      A duração do podcast é mesmo uma coisa interessante. Como comecei a escutar podcasts grandes desde o início, isso nunca me incomodou. Mas é importante frisar que eu não ouço nenhum deles quando estou no computador. Sempre salvo os programas num pendrive e escuto no carro, quando estou no trânsito.

      Acredito que o ouvinte assinante de feed não se importa com programas de 60 minutos de duração, mas é fato que a galera que nem sabe do que se trata, ao clicar no player do site não vai ficar tanto tempo assim parado. Desafio aceito, mano novo! Não rola reformular o Papo de Gordo pra um cast com 5 a 10 minutos, mas eu vou pensar em alguma coisa diferente, um formato novo, e veremos o que rola.

      Quem sabe assim tu me escuta um dia desses. 😉

      Abraços,

  37. Marcelo Soares

    Outra vantagem dessa minha proposta: no tempo em que o sujeito ouve um podcast “full” ele pode ouvir quatro podcasts “light”, distribuindo ainda mais a audiência para todos. E, se a conversa parecer divertida demais, sempre poderia o sujeito baixar o full pra ouvir toda a glória da leitura dos emails e piadas internas e etc etc etc.

  38. Eu devo comentar alguns pontos interessantes que têm surgido aqui. Mas estou como o Bóris Deprê: elaborando. 🙂
    No entanto, é oportuno falar da sugestão do Marcelo Soares: um podcast resumido é uma opção interessante, no quesito “conquistar novas platéias”. Claro que isso envolveria outro trabalho de edição, coar a nata do programa e apresentá-lo com os “melhores momentos” e “pontos relevantes”. Isso é complicado, acredito.
    Os que são editores e podcasters poderiam opinar sobre isso. É complicado?

    Lembrando que ainda estou me atendo ao ponto inicial, que citei lááááá no início: conquistar novas platéias e expandir a mídia.

    (Se a Glória Perez metesse um podcaster em sua próxima novela, beleza, hein?)

    Outra coisa interessante: a estrutura para a disseminação do podcast está montada: internet, lan houses, smartphones etc. Como alguém citou, praticamente todo mundo tem um celular com um headphone espetado nele, ou um mp3 player. Se o cara descobrir que pode ouvir mais do que a música comercial que lhe enfiam goela abaixo – e passar a ouvir uns podcasts – seria interessante, nao?
    Quer dizer que isso – adotar a mídia podcast – pode ser apenas uma questão cultural?

  39. Oi.
    O post do Ricardo tá rendendo! 😀

    Quando fizemos uma pausa no Monacast, fiz algumas modificações quando voltamos.
    Tirei o quadro de emails do programa, e passei ele para a “Rádio Monalisa”.
    Nós já tinhamos feito o “Mona Clipping” que era sobre noticias bizarras, assim como o Eduardo Moreira também fazia.

    Quando voltamos da pausa, queria uma alternativa mais rápida que o Monacast e também uma solução para os emails que os ouvintes mandam.
    Resolvi isso com a Radio Monalisa, que é voltado para o humor e no estilo de programa de Rádio mesmo, com quadros.
    Então há o quadro Freak News com as noticias bizarras, depois o quadro dos emails, em seguida o Divã da Monalisa com a Dra. Frau Gertrudes – uma personagem que criamos para ser uma paródia daqueles quadros com psicologos, e por fim a Música da Semana.

    Era para ser um programa menor, de uns 30 – 40 minutos. Alguns ouvintes reclamaram do tempo menor. E muitas vezes acaba ficando no mesmo tempo do Monacast, com 1 hora no máximo.

    Tanto que nem tenho colocado outros quadros que tinha criado pra Rádio: “Momento Mimimi” , “Dica da semana” ,etc, para não ficar grande o programa.

    Uma coisa curiosa sobre o costume dos ouvintes em ouvir conversas nos podcasts aconteceu com um Monacast que mudamos o “esquema”. Foi o de n.40 (eu acho), em que ao invés do bate-papo sobre um tema, fizemos um programa Nonsense, em que um Et invade a gravação e acabamos fazendo uma entrevista com ele. Teve gente que gostou, e teve ouvinte que não gostou. 🙂
    Mas é válido criar alternativas, coisas novas. Aproveitar que podemos experimentar novos formatos e idéias, além do bate-papo.

    Abs,
    Mafalda

  40. Embora adore produzir e ouvir podcasts, acho que o formato esgotou. Há muitos podcasts no esquema de “papo furado entre amigos”, com mais de uma hora de nulidades e piadas dispensáveis. Todos esses podcasts acabaram caindo na mesmice. Quem ouve um, ouve todos.

    Os podcasters que têm mais conteúdo para passar, via de regra, são pessoas muito ocupadas com outras atividades profissionais, e elas não têm tempo para se dedicar à produção constante e periódica de programas.

    Ainda sou um dos raros podcasters que aposta no formato de programas curtos, por volta de 20 ou 30 minutos de duração (às vezes até 40 minutos). Mas ainda assim acredito que a mídia podcast precisa se reinventar.

  41. Ricardo,

    Rapaz, achei interessantíssimo esta sua carta aberta e muito coerente com o propósito. Mesmo estando já a bastante tempo sem publicar meu podcast pelo tratamento da Doriana e pela minha recente operação, gostaria de colocar alguns pontos aqui.

    Meus primeiros 6 episódios foram pautados com muito estudo e convidados que entendiam do assunto porém como se tratavam de pautas sérias não consegui atingir um número de ouvintes que eu gostaria. Porém ao deixar o programa mais solto e uma pauta apenas com tópicos, o assunto ficou mais dinâmico, mais engraçado e com muito mais ouvintes. O programa que fizemos sobre zoação, no qual vc participou, tem o maior pico de downloads até hoje. E a cada dia são registrados, no mínimo, 45 downloads… não menos!

    Pretendo voltar a gravar e vou procurar parceiros que me ajudem pois sozinho é muito difícil pesquisar, gravar e editar. Mas quando voltar vou observar bem todos os pontos discutidos aqui… e ficar aberto sempre a sugestão.

    Abraços a todos!

  42. Oi Ricardo, você provavelmente não me conhece, mas estou começando nesse mundo de produzir podcasts (só temos 8 episódios ainda), mas já sou ouvinte a uns 2 ou 3 anos.

    Sobre essa de especialistas, realmente as vezes é difícil. Eu, por exemplo, chamei o pessoal do Game of Thrones BR para o podcast sobre Game of Thrones (claro!) e foi muito legal, muito conteúdo, mas o microfone de uma participante estava horrível e muita gente reclamou disso.
    Por outro lado no podcast sobre Weeds eu chamei uma pessoa do Weeds Brasil e o microfone estava bom (não ótimo) mas ele praticamente não acrescentou em nada na conversa, não adiantou ter chamado.

    Outra coisa, o que o Luciano falou sobre a panelinha eu vou um pouco mais longe. Não é só em participações que isso ocorre, mesmo em pedidos de ajuda de iniciantes. Eu já pedi diversas ajudas e dicas pelo twitter e somente 3 pessoas me responderam. Dudu Sales, Pablo de Assis e Isabela Cabral. Não vou dizer quem foram os outros que perguntei pra não ficar chato, hehehe. Mas eu percebo que muitos conversam entre si e não dão abertura para ninguém novo.

    Abraço.

  43. Outra questão referente ao tamanho dos podcasts: smartphone é estrutura até ali. Boa parte dos planos de dados mais populares não dá cobertura pra baixar mais do que 75% da megabaitagem de um podcast de uma hora…

  44. Você está muito cheio de querer. Primeiro que você já disse lá em cima que não escuta podcast. Sugeriu uma coisa que é totalmente inviavel, principalmente pros programas grandes e agora quer que diminuam o tamanho só porque não quer gastar banda do seu celular? Desculpa-me pela ignorancia, mas ME POUPE.

    Você não não escuta podcast porque não quer. Essa desculpa de “não tenho tempo” é uma mentira descarada. Dá para ouvir em qualquer lugar, até cagando.

    Imagina se o Jornal Nacional tivesse que cortar 80% do seu conteúdo para deixar menor só porque algumas pessoas não aguentam assistir ao programa inteiro. Sabe o que ele fazem? Ligam o FODA-SE para pessoas como vocês e fazem o programa do jeito que eles querem, pois acreditam que o correto é isso. Assim como a galera que faz podcast nos tamanhos que acham que valem a pena. Diferente de outras mídias, quem manda no padrão do podcast é DONO DO PODCAST, não o público.

    Você pode baixar tranquilamente os casts pelo Itunes e outros agregadores, e logo em seguida transferir para o seu celular.

    Você apareceu com muita desculpa, mas não acrescentou em absolutamente nada. Talvez você que tenha que mudar, não a mídia podcast.

    Até breve.

    • Jonas,

      Vamos tentar manter a discussão numa boa, não precisa apelar pra agressão gratuita. O Marcelo é um mala, mas tá bem intencionado. 🙂

      A ideia do Marcelo é totalmente inviável para os podcasts atuais, que já têm um formato definido e que funcionam assim, mas pode servir de porta de entrada para um público enorme que não escuta podcast pela complexidade de se fazer isso.

      Nessa madrugada eu e o Juras ficamos de papo do Skype um tempão falando sobre isso… para o usuário médio da internet, baixar um mp3 de 50 megas, salvar no celular/ipod/pendrive e levar com você para escutar em qualquer lugar é um troço complicado. Difícil de fazer, de entender… minha mãe até hoje me pergunta como programar o videocassete (pois é, videocassete) imagina só se ela tivesse que sincronizar o celular com o PC!

      O ponto é, toda essa galera que acessa a internet pra ler blogs engraçaralhos, ver vídeos no Youtube e ficar falando merda no MSN pode ser “incapaz” de realizar os processos básicos para se tornar um ouvinte regular de podcast; porém, por mais limitado que seja, todo mundo é capaz de apertar o play em um post e escutar algo por alguns minutos antes de perder o foco e desviar a atenção.

      Isso estaria mais para um “audiopost” do que para um podcast, algo no estilo que a Veja e a Folha fazem com seus “podcasts”… basicamente alguém falando sobre um tema ou lendo um texto por 3 a 5 minutos. Esse tipo de produto pode ser uma ótima porta de entrada pra novos ouvintes. Se o cara cria o hábito de escutar esses “audioposts” e é conquistado aos poucos pela mídia, é mais fácil migrar para os programas com uma hora de duração.

      Não sei se isso acontece com todos os demais podcasters discutindo neste post, mas o público que acessa o meu site e o que escuta meu podcast é MUITO diferente. Obviamente alguns ouvintes também lêem o blog, mas a maioria dos leitores do blog não escutam o podcast por qualquer motivo que eu não sei explicar. Mas e se eu criasse um mini-programa que serviria como porta de entrada pra essas pessoas, será que elas escutariam…?

      Obviamente não estou falando em pegar os casts atuais e tesourar até ficar com cinco minutos, pois isso acabaria com a identidade e estilo dos programas, mas não quer dizer que não podemos criar algo novo. Inclusive depois do papo que tive com o Juras ontem, acho que veremos isso em breve por aí. 😉

      Abraços,

      • Dudu,
        Pra ser sincero eu não conheço gente que não saiba pelo menos baixar o mp3 do site. Conheço bastante gente que não conhece/não gosta de usar feed, e não tem saco/não lembra de entrar nos sites para baixar o podcast.

        Mas não duvido que exista quem não saiba baixar mp3. Você acha que se tiver um vídeo no youtube mostrando as diversas maneiras pra baixar já é alguma coisa? Eu poderia fazer esse vídeo.

      • Gabriel,

        Acredite, tem muita gente!
        Outro dia estava conversando com uma leitora do meu blog sobre coisas de gordo mesmo… 😛
        Aí ela comentou alguma coisa sobre um assunto que já tínhamos falado no podcast. Na hora eu fiz logo a referência e perguntei se ela tinha escutado o programa. A guria me disse que não, que nem sabia o que era podcast. Que de vez em quando via umas chamadas assim na home do site, mas que nunca clicou pra ver.

        O problema nem é o não saber fazer isso, passa por outro ponto também, dá muito trabalho! O usuário médio de internet acessa basicamente Orkut (agora Facebook), MSN e Youtube. São aquelas pessoas “limitadas” mesmo e que não conseguem entender como essas coisas funcionam.

        O processo pra levar um podcast consigo pra escutar fora do PC é trabalhoso. Não pra gente, mas pra essa galera que acabei de citar é sim! Um vídeo pode ajudar aos que tiverem interesse em aprender, mas o problema mesmo é despertar nas pessoas este interesse. 😦

      • aLx

        Eduardo, muito boa as suas observações. Embora discorde de alguns pontos.

        Em primeiro lugar é muito mais difícil se programar um Vídeo Cassete do que sincronizar o iPod com o iTunes. Tanto em Mac como PC. Não há comparação na dificuldade envolvida. A tecnologia simplificou muito a vida das pessoas e acho que este é um bom exemplo.

        Apesar da idiotização do indivíduo (já assistiu Idiocracy?), estas pessoas estão muito mais antenadas em como baixar um arquivo e enfiá-lo nos seus pendrives. É tudo uma questão de ensinar que um Cast é o mesmo tipo de arquivo MP3 e que qualquer um sabe fazer isso.

        Acho que uma boa solução para os Podcast seria usar a interatividades das mídias geradas Pads para encadear o conteúdo de seus sites aos seus casts ou vídeocasts. Talvez um link (vídeo, audio, sei lá) pode estar na matéria do seu Blog despertando na pessoa o interesse pelo Podcast.

        Outro exemplo. Minha esposa adorou ouvir a entrevista do Léo Lopes no Pauta Livre News. No entanto, por mais que eu insista, ela não tem a iniciativa de ir até o iTunes do nosso computador doméstico e ouvir o Max Geringher, que já deixei pronto para ela.

        Às vezes, quando estamos empacados na Radial, ela me pergunta: Tem algum programinha aí pra gente ouvir? Questão de comodidade. E ela gosta de ouvir estes programas.

        Acho que o negócio é pensarmos em alguma forma de Geeknização das pessoas. Não quero pensar que Podcasts são mídias reservadas a Nerds e Geeks, mas parece que estes são os únicos que tem a iniciativa de procurar este tipo de conteúdo, até mesmo por questões de afinidade.

        Abraços.

        PAX!

    • Polêmico ein?!

      Primeiro de tudo, para mim quem manda no podcast é quem ouve. Se você faz algo que só você gosta e o publico no geral não está aderindo, você não está fazendo um meio de comunicação e sim um clube do bolinha com seus amigos. Claro que você não vai fazer algo que detesta só porque o publico gosta, mas na minha opinião tem que ter um equilíbrio ai. Eu acho que desistir da piadas internas não é algo que vai destruir a identidade de nenhum podcast.

      Realmente o negocio de “não tenho tempo” não é verdade. Todo mundo tem um tempo, mas as pessoas escolhem o que querem fazer no tempo livre. Alguns podcasts ocupam o mesmo tempo que se gastaria para ver um filme e a maioria das pessoas vão ver as duas opções e ficar com o filme. Quem ouve podcast é entusiasta da coisa, porque na minha opinião, o podcast do jeito que está hoje tem poucas chances de se tornar uma mídia relevante no Brasil, porque o publico não adere.

      Você citou o Jornal Nacional, bom ele conquistou sua audiência em uma época que não tinham as tantas escolhas como hoje, era só ler o jornal e ouvir o programa de radio sobre noticias e todos levavam muito tempo ou tinham um custo, como o jornal que você lia o que queria, mas tinha que pagar. Hoje em dia o Jornal Nacional, perde audiência todo dia, porque seguindo um twitt do g1 você sabe com poucos caracteres tudo que esta acontecendo em pouco segundos de leitura. O Jornal Nacional ainda sobrevive por causa das pessoas mais velhas que não gostam de aderir a novidades, mas é ai que vem o problema, o podcast é uma novidade e ele não está agradando as pessoas de hoje em dia que gostam de informações rápidas. Tudo está diminuindo e exigindo menos tempo, mas o podcast parece que está no sentido inverso disso tudo.

      Tá certo que o cara coloca o podcast no mp3 player e ouve o cast não importando o tamanho, mas muita gente não tem esse habito, demora 20 minutos para chegar em casa, afinal de contas não é só das grandes capitais que o Brasil é feito, assim se o podcast fosse menor, poderia conquistar o publico de blog que gasta poucos minutos por página, ampliando o leque de opções. Não estou dizendo que todo mundo está fazendo errado, meu podcast mesmo tem mais de 1 hora por episódio, mas eu acho que o que foi discutido aqui tem que ser levado em conta. Eu mesmo estou com uma ideia de um podcast spin-off de uns 10 minutos.

      • Gabriel Victor (@oGabrielVictor)

        Cara, respondendo apenas ao seu primeiro paragrafo, quem manda no podcast é que faz. da mesma forma como quem ouve pode escolher ouvir ou não, quem faz pode escolher fazer da forma que agrada mais aos ouvintes, ou cagar pra eles, fazer do seu jeito e ponto.

        isso não quer dizer que seja um clube do bolinha. para algo ser um meio de comunicação só tem que transmitir uma mensagem. mesmo os podcasts mais conhecidos começaram praticamente como uma simples conversa gravada, alguns mantém isso até hoje. se há pessoas dialogando já há comunicação, o que caracterizaria isso como podcast e o simples fato de ser gravado e disponibilizado.

        e quanto à duração, talvez você não tenha conhecido o Nowloading. era O MELHOR podcast de games que eu já ouvi (superando Arena Turbo, MRG, etc) e nenhum tinha menos de uma hora. todos entre isso e duas horas.
        hoje ele já não existe mais, mas não teve a ver com reclamações. tanto que varios ouvintes e até mesmo outro podcasts pediram que eles voltassem.

        desculpa aí cara, mas você está enganado.

      • aLx

        Acho que quem manda no Podcast é o objetivo que o seu proprietário quer que ele atinga.

        Se o cara que que seu Podcast seja ouvido apenas pelos amigos, então pode se fechar em temas locais e relacionados à sua turma de fim de semana.

        Agora, se o cara que chegar a ser um NerdCast da vida, aí ele tem que pensar que existem metas a serem alcançadas. E uma destas metas com certeza é acertar no conteúdo que seu público quer ouvir.

        É certo que hoje em dia você tem público para tudo. Público para casts de 2H e público para casts de 3 minutos. Já citei aí em cima, mas reforço, gosto de ouvir os casts do Arnaldo Jabour e do Max Geringher.

        Da mesma forma, você tem público desde Culinária até Escatologia. A questão é: como atingir este público?

      • Quando eu disse clube do bolinha, eu me referi ao podcast que não agrada um nicho muito especifico. Hoje em dia podcast já é feito para nicho por causa do tempo, se você não houve as reclamações dos ouvintes, ai você estará gritando dentro de uma bolha, pois ninguém vai te ouvir e um meio de comunicação que não se espalha não é meio de comunicação.

        O Nowloading é o melhor podcast que games para quem gosta de podcast. Se você que saber porque as pessoas não aderem para a midia você tem que perguntar para essas pessoas e não para as pessoas que já aceitam a coisa como está e a maior reclamação que eu ouço é “o negocio tem uma hora de duração é muito tempo”. Eu passei o meu próprio podcast para todos os meus amigos e apenas alguns deles ouviram só um episódio, o resto nem quis ouvir por causa do tempo. Eu ouvia o NowLoading, mas todos os meus amigos de videogame na época não quiseram nem ouvir um negocio assim. Tem gente que faz podcast e não ouve o próprio podcast. Claro que o publico do NowLoading não reclamava, porque eles são os caras que aceitam isso, o nicho que gosta do podcast do jeito que ele é. O problema do tempo é que gera rejeição imediata.

        Me desculpe, porque você que está errado. Você está perguntando para pessoas que gostam de podcast o porque delas não gostarem e isso não faz o menor sentido.

      • Na terceira linha: *ouve

  45. Com relação a indicação de um podcast por outro e aos crossovers, acho totalmente válido.
    Se um participante de outro podcast contribuir com o tema proposto para aquele que está sendo gravado, não vejo mal nenhum. Ser um podcaster até é mais fácil, pq o cara sabe das dificuldades, sabe do ritmo, não atropela o outro que já está falando, ou seja, tem as manhas. E se souber do tema a discutir então, excelente.
    No momento atual, o jabá de podcasts é essencial. Conheci muitos podcasts por indicação de outros. Mas se a mídia se consolidar, o jabá não pode ser exagerado.

  46. Prezado Jonas, agradeço seu comentário. Recomendo vivamente que tome aulas de interpretação de textos curtos. É mais fácil do que ouvir um podcast de uma hora, garanto.

  47. Gabriel Victor (@oGabrielVictor)

    Olá,

    devo ser o podcaster mais novo por aqui (o papo de elevador surgiu a pouco mais de um mês), então nem vim mais pra aprender do que pra opinar.

    Mas a carta do Ricardo me chamou a atenção. Nosso podcast surgiu mais como uma brincadeira entre amigos que curtiam podcasts. Então as nossas brincadeiras e referencias quase sempre tem relação aos podcasts que gostamos. Mas nem passou pela minha cabeça (e acho que pela do resto do “meu” pessoal também não) a possibilidade de que isso pudesse causar algum ruído na comunicação com quem não os conhecesse.

    Valeu pela dica Ricardo, acabei percebendo que tem ter referencia demais pra ouvir o papo de elevador.

    PS: Dudu Sales nem chegou a ouvir né? Tá tranquilo seu gordo, no Tour Gastronômico Rio 2012 a gente se acerta! hahahahah

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  51. Gordos, Nerds, Amigos-lhes e demais…

    Vou confessar de antemão que não li tudo. Talvez o faça, quando sobrar algum tempo.

    Gostaria de dar a minha opinião como ouvinte fresco de podcasts e o que aconteceu comigo neste início de “maratona”.

    Comecei ouvindo o Descontrole Podcast, por indicação do Zorba, o Grego. Ao ouvir o primeiro cast (acho que foi o #14 Bumba, Busão, Coletivos) me deparei com a participação do Nerdanderthal que, de início, achei ser um integrante do Descontrole.

    Pulei a leitura de e-mails e mensagens — na primeira vez que ouvi o cast. A leitura, aliás, me pareceu muito massante. Depois, lá pela terceira vez que ouvi o episódio, resolvi acompanhar a leitura de e-mails.

    Percebi que a leitura de e-mails do Descontrole — ASSIM COMO ACONTECEU COM ESTA DISCUSSÃO — é composta na maioria das vezes por comentários de podcasters. Notei que era impossível acompanhar um podcast sem fazer uma “maratona” dos episódios, pois os casts acabam se interligando e ficam com aspecto de um seriado, onde o episódio atual está sempre encadeado com o episódio anterior. Talvez Podcasts do tipo Profissional de Bermuda e AspiraCast não passem por isso.

    Também notei que algumas figuras e outros podcasts eram quase onipresentes. É impossível ouvir um cast sem referências ao PLN, PdG, Radiofobia entre outros. Comecei, para entender melhor as conversas, a ouvir os podcasts que iam sendo indicados.

    Comecei, como já disse com o Descontrole, depois ouvi o RadioFobia, Papo de Gordo, Pauta Livre News, Paranérdia, Toscochanchada, NerdCast e outros. Ouvi vários que, por falta de afinidade, removi do meu Feed do iTunes.

    Sinto que se não tivesse agido dessa forma, estaria perdendo metade do conteúdo do que era dito. Hoje compreendo muito melhor o que ouço nos podcasts e entendo as referências cruzadas.

    Exemplo: Em um episódio do PLN falou-se sobre uma conversa que o Tourinho teve em outro Podcast em que ele contou que o seu gato havia arranhado o seu saco e que a mãe dele havia recomendado aplicação de Salompas. Se não acompanhasse os dois podscasts iria ficar sem entender a conversa.

    Talvez me sinta um ouvinte melhor, por saber quem é Dudu Sales, PH Santos, Joh, Léo Lopes, Alexandre NerdMaster, etc, mas não deixei de achar graça nos episódios do Descontrole quando os ouvi pela primeira vez sem fazer a menor noçã de quem seriam estes indivíduos.

    Com isso, quero dizer que o Ricardo tem razão. Por vezes parece uma questão de “panelinha”, mas acho que a linguagem está se desenvolvendo e uma certa confusão inicial é aceitável.

    E o mais importante é que até pode ser uma panela, mas ela não está tampada. Entra quem quer e acha que pode ser uma experiência interessante.

    Abraços.

    PAX!

  52. Eu tive uma idéia (sim, com acento) há algum tempo: criar um podcast só pra falar mal de outros podcasts. Que tal? Quem topa?

  53. olha só como o tempo é ingrato… Eu não queria fazer isto, mas fui instado a relebrar… ou melhor a linkar… leiam isto publicado há 4 anos atrás (uma eternidade na internet http://sergiovds.blogspot.com/2007/04/o-que-o-podcasting-precisa-de-verdade.html )

  54. sorry errei o email no comentários: b larga por b corta…

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